Pearl Bailey disse : " Nunca te encontrarás até encarares a verdade..."
Meditei sobre isto!
Concluí que ainda não consigo encarar a verdade do meu novo eu, olho para trás e sinto falta de Mim.
Estou perdida nesta recente realidade.
O Lúpus é algo que não se vê mas que se sente. Todos os dias batalho com a dor, contrario a falha dos movimentos, a precisão que outrora tivera a desenhar e a escrever, o cansaço por suportar a dor chega a ser extrema.
Terei eu motivo para deixar de sonhar.
Sou privada de pequenos prazeres... É mais uma vez olho para trás e recordo a mulher que fui.
Não sinto pena, não sinto revolta, não sinto angústia.
Poderia perguntar milhões de vezes o porquê! Poderia revoltar-me e desistir da vida.... Até que esta deixasse de existir.
Mas ainda assim aqui estou eu. A usar uma forma de desabafo e a fazer entender que quem passa pelo mesmo terá de reflectir.
Sou lua... Porque a escuridão da noite e o silêncio sombrio são a alma das mentes perdidas. Divagueio na noite em pensamentos longínquos, tento escutar o espelho da alma e tocar no coração ferido.
Sou eu lua... Com perguntas e respostas constantes....
Dúvida.
A palavra matriz de todos os meus receios e anseios. A palavra que pensei não ter consequentemente sem resposta imediata.
E fixo aquele ponto vermelho no meio da escuridão de uma tela desligada. Sim! Imagino-me a fazer zapping há vida passada e vivida....
E sinto-me perdida
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